Sobre pandemia, Rotary e autoconhecimento | Júlia Valgas

por Interact Club de Curvelo

Pensei muito no que diria hoje nessa matéria e confesso que ainda não me decidi. Estou deixando meus pensamentos me levarem para um lugar bonito, assim como tem sido minha trajetória em Rotary...
Embora eu possa falar sobre qualquer coisa que faça sentido para mim aqui hoje, prefiro me apegar ao paradoxo da liberdade que me prendeu ao Interact. Há mais ou menos dois anos, fui na minha primeira reunião, ainda presencialmente na sede do Rotary. Lembro-me de perguntar se podia usar short. Uma menina simpática disse que sim e me chamou para entrar. Não me apeguei ao clube na primeira reunião, não fui na segunda... A terceira tive que ir, porque estava com vergonha de faltar de novo! A verdade é que eu ainda não entendia porque estar ali.
Uma pandemia, alguns projetos, reuniões online e "um cado" de amigos novos depois, aqui estou eu, as 02h31min da madrugada, escrevendo um texto sobre o que o Interact é para mim. Na verdade, ainda não sei se posso fazê-lo. Como descrever o Interact se as coisas mais bonitas a gente não vê? O sorriso, as risadas, o coração quentinho por ter visto a gratidão de alguém. O amor que a gente sente de um jeito novo, que dá esperança, sabe?! As palavras que faltam para explicar o sentimento ao final dos projetos. O jeito rápido de falar e os olhinhos brilhando que nossos pais veem quando chegamos das ações do clube. Não dá para explicar Interact, não dá para catalogar os sentimentos que experienciamos na Família Rotária. Eu só posso dizer que foi aqui, dentro das fronteiras imaginárias de Rotary, que aprendi muito sobre mim, sobre responsabilidade e sobre diversidade. Aqui, um mundo mais justo pareceu possível e o intangível pôde tornar-se real. Interact é uma coletânea de experiências sobre amor, autoconhecimento e força.
A menina insegura com seu short jeans na primeira reunião do clube hoje assume cargos, se posiciona, questiona, reconhece o trabalho do outro e tem em si todos os sonhos do mundo.
A verdade é que, pra mim, Interact é isso: força e sutileza. É poder defender o que eu acredito sem perder a gentileza e a sensibilidade. É transformar a vontade de mudar o mundo em ação, é encontrar um lugar de paz entre as crises existenciais, de fé, de valores e políticas da adolescência. É poder ser alguém na vida com 17 anos. Interact é forma de me tornar mais eu. Perdoem a prolixidade, são devaneios do coração. Obrigada por tudo, Interact!

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